Guarda Civil de São Paulo troca de comando

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quarta-feira (16) a troca do comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM), como antecipou a colunista do jornal O Estado de S. Paulo Sonia Racy em seu blog. O inspetor Eduardo de Siqueira Bias, de 47 anos, substituirá Joel Malta de Sá, que chefiava a corporação desde 2009. Entre outras mudanças, Bias vai criar um curso de reciclagem para agentes suspensos e aumentar a quantidade de GCMs especializados na mediação de conflitos.

CAIO DO VALLE, Agência Estado

17 de janeiro de 2013 | 09h13

A mudança ocorre nove dias após a divulgação de um vídeo mostrando guardas sem farda agredindo skatistas na Praça Roosevelt, região central. O novo comandante está na corporação desde 1986, quando, de acordo com a Secretaria Municipal da Segurança Urbana, foi constituída a primeira turma de guardas-civis.

Bias passou por todos os postos dentro da instituição. Formado em Letras pela Faculdade Oswaldo Cruz e com cursos de segurança no currículo, ele hoje está lotado na Inspetoria do Gabinete do Prefeito.

Outro posto que sofrerá mudança é o de coordenador do centro de formação da guarda. Historicamente, o setor tem sido ocupado por coronéis - o atual é Flávio Rosa. Mas a gestão Haddad pretende colocar ali um educador. O nome dele, contudo, não foi divulgado. As duas nomeações devem sair nos próximos dias no Diário Oficial da Cidade.

O secretário municipal da Segurança Urbana, Roberto Porto, afirma que o objetivo é dar à GCM um caráter mais comunitário. No governo Gilberto Kassab (PSD), o trabalho esteve focado no combate à pirataria. "A ideia é aproximar a guarda do cidadão."

Sobre a escolha de um profissional da área de Educação para gerir a formação dos agentes, ele explica que a medida integra a nova filosofia da corporação. "Nada melhor do que um educador para dar essa diretriz."

A GCM também passará a "reciclar" os guardas punidos por má conduta, o que ainda não ocorre. "Toda vez que um agente se envolver em uma ocorrência que gere alguma tensão, obrigatoriamente terá de passar por uma reciclagem para que aquele problema específico seja analisado." Com isso, espera-se que o vigilante não reincida no erro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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