Guardas-civis são acusados de matar moradora de rua

O Ministério Público Estadual (MPE) apresenta nesta sexta-feira à Justiça denúncia contra três guardas-civis ambientais de Guarulhos, na Grande São Paulo, por participação na morte da moradora de rua Rosângela de Souza, de 30 anos, no dia 9 de maio. Dois deles estão presos temporariamente desde a última sexta-feira e o terceiro segue foragido. Segundo o promotor Marcelo Alexandre de Almeida, o grupo teve a ajuda de um quarto homem e agiu pelo "puro prazer de matar".

ADRIANA FERRAZ, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 09h33

A vítima morreu com um tiro na cabeça pouco depois de ser abordada pelos guardas por supostamente estar consumindo drogas perto de um viaduto na Vila Galvão, bairro que faz limite com a capital. Ela foi algemada e colocada no banco traseiro da viatura da Guarda Civil Ambiental, que era ocupada por dois guardas, por volta das 4h30. Cerca de 20 minutos depois, seu corpo foi deixado em uma rua de terra no mesmo bairro.

Em depoimento ao promotor de Justiça Marcelo Alexandre de Oliveira, um dos suspeitos reconheceu participação na ação e relatou agressões feitas contra Rosângela. "Ele disse ainda que a escolha foi aleatória. Viram a mulher caminhando e resolveram abordá-la. Já no local do crime, um deles teria gritado, vibrando, dizendo: ?É minha, é minha, deixa que eu faço.?"

Imagens de uma câmera de segurança instalada no muro de um dos imóveis da rua mostram a movimentação dos guardas no local onde o corpo de Rosângela foi encontrado. Essenciais para as investigações, as gravações também mostram um carro preto acompanhando os guardas. De acordo com o promotor, o veículo era ocupado por um dos três guardas e o comparsa ainda não identificado pela polícia.

"Pelo vídeo, é possível observar ainda que os guardas voltam ao local do crime após constatarem que esqueceram de tirar as algemas depois de assassinar Rosângela", diz Oliveira. Fato confirmado por um dos suspeitos.

A polícia e a Promotoria, no entanto, ainda não têm certeza a respeito da autoria do crime. O guarda foragido não teve a arma usada na ocasião apreendida porque, cinco dias depois do homicídio, afirmou ter sido roubado - ele chegou a registrar um boletim de ocorrência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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