Guarde bem este nome: Itata

Tradição de vinho na região está sendo recuperada por famílias que se dedicam ao cultivo das vinhas numa área dominada por pinho e eucalipto

Marcel Miwa, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2014 | 02h08

Na moda, não é difícil constatar que elementos do passado são constantemente reinventados para se transformar em novas tendências. No mundo do vinho acontece o mesmo. Os tintos e brancos com massivo uso de carvalho já foram valorizados e hoje estão em baixa. Os muito concentrados e os fruit bombs, idem. O momento agora é de vinhos mais elegantes e frescos, que remetam a um estilo ancestral, mas com personalidade original.

E o Chile está entrando firme nessa história da volta ao passado e de fazer vinhos originais. "O novo Chile é o velhíssimo Chile", explica o jornalista chileno e especialista em vinhos Eduardo Brethauer.

O velhíssimo Chile, no caso, é a região Itata, que entre meados do século 19 e início do século 20 foi responsável por 80% da produção de vinho chileno, perdeu a força nos anos 1930 e está renascendo com base no trabalho de algumas famílias que se dedicam ao cultivo das vinhas numa área dominada por pinho e eucalipto. Ali, está sendo retomada também uma cultura ancestral, a do vinho pipeño - feito em enormes pipas de madeira. A vitivinicultura local está recuperando a importância, graças a características que você pode conferir a seguir.

O Alandra Branco 2012 é uma boa prova de que a célebre vinícola alentejana Herdade do Esporão não vive só dos vinhos de topo. Feito pela enóloga Sandra Alves, que se dedica apenas a produzir os brancos da vinícola, leva Antão Vaz, Perrum e Arinto, não passa por madeira e tem aromas limpos de maçã, limão e flores brancas. É fresco, descontraído e sem apelações. Para tomar puro, como aperitivo, ou acompanhando entradas leves.

ALANDRA BRANCO 2012 - HERDADE DO ESPORÃO

R$ 32,50 (qualimpor.com.br)

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