Guatemala encerra campanha eleitoral com promessas de segurança

Os dois candidatos que se enfrentarão na eleição presidencial de domingo na Guatemala encerraram suas campanhas na sexta-feira com promessas de fortalecer a segurança em um país golpeado pela violência, e onde os cartéis de droga mexicanos aumentaram a presença nos últimos anos.

MIKE MCDONALD, REUTERS

05 de novembro de 2011 | 18h19

O general aposentado Otto Pérez Molina, do Partido Patriota (PP), de direita, e o empresário e deputado Manuel Baldizón, do partido Liberdade Democrática Renovada (Líder), de centro, se enfrentarão no segundo turno eleitoral para definir o sucessor do atual presidente Álvaro Colom.

Pérez Molina, um alto oficial do exército durante o período em que ocorreram os piores massacres da guerra civil entre 1960 e 1996, é o favorito para ganhar a eleição. Se isso de fato acontecer, será o primeiro militar a tomar as rédeas do país desde o final do conflito.

O ex-general, que garante que não há provas de sua participação nos terríveis massacres cometidos por militares durante a guerra civil, quer aumentar os efetivos da Polícia Nacional em 10.000 agentes, e os do Exército em 2.500 soldados.

Segundo a Comissão de Verdade apoiada pela ONU, 85 por cento das violações de direitos humanos cometidas durante a guerra civil na Guatemala, na qual morreram cerca de 250 mil pessoas, foram perpetradas pelos militares.

Após anos de evasivas, o governo começou a processar alguns implicados.

Perto de dois terços dos eleitores citam o crime organizado como a principal preocupação da Guatemala, importante produtor de café e açúcar, que tem uma taxa de homicídios de 41 pessoas para cada 100.000.

O general Pérez Molina ganhou o primeiro turno das eleições em setembro, mas não teve a maioria necessária para evitar o segundo turno. Quem ganhar a eleição no domingo tomará posse em 14 de janeiro.

Enquanto Pérez Molina encerrava sua campanha em Mixco, Baldizón o fazia em um bairro populoso de Ciudad de Guatemala. O empresário hoteleiro de 41 anos propõe a pena de morte para criminosos que participem de delitos graves, como massacres, e prometeu a criação de uma guarda nacional de 25 mil membros.

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