Guia classifica mulheres do Rio de 'máquinas do sexo'

A Advocacia Geral da União entrou com ação para tirar publicação de circulação e obrigá-la a pagar multa diária

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

09 Janeiro 2009 | 20h06

A Advocacia Geral da União (AGU) entrou na quinta-feira, 8, com ação, através da Procuradoria Regional Federal da 2ª Região, contra a revista de turismo "Rio for Partiers" ("Rio para Festeiros"), para tirar a publicação de circulação e obrigá-la a arcar com uma multa diária de no mínimo R$ 10 mil. Conforme alega a AGU, a revista chama as cariocas de "máquinas de fazer sexo" e define os bailes de carnaval como "festas ao ar livre com atividades de semiorgia". Ajuizada a pedido da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), a ação ainda alega que a publicação incentiva práticas de exploração sexual e utiliza na capa, sem autorização, o selo Brazil Sensational, do Ministério do Turismo, criado para divulgar a imagem do turismo brasileiro e atrair turistas de todo o mundo.Segundo o procurador Marco Di Iulio, nos autos do processo a revista expõe o povo brasileiro a uma situação vexatória. Em inglês, a revista é vendida por US$ 23 no Brasil, e no exterior é produzida pela editora Solcat Ltda. Contatada, a editora preferiu não se pronunciar por não ter conhecimento da ação. Ainda na reportagem, a revista divide as mulheres cariocas em quatro estilos: as "britneys", que seriam as "filhinhas de papai" que não deixam ninguém cantá-las; as "popozudas", chamadas de "máquinas de sexo bundudas" que topam facilmente ter relações sexuais; as "hippies/ravers", que são garotas divertidas, mas difíceis de beijar; e as "balzacs", mulheres que querem se divertir, dançar, beber e beijar.

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