Gusteau?s: voltando aos bons tempos

Não se intimide com a longa espera - é assim mesmo - para obter uma reserva, nem se preocupe com a monumentalidade da casa, com seu pé-direito altíssimo, candelabros de cristal e outros salamaleques. Siga os trâmites e prepare o bolso, já que o Gusteau?s é muito caro - o programa pode ficar ainda mais escorchante se você cair na tentação de pedir um grande vinho como o Château Latour 1961. Inclusive porque o nobilíssimo maître e sua coreografada brigada de salão vão tratá-lo tão bem que a vontade será de não recusar nenhuma sugestão. Não se apresse mas seja objetivo. Escolha os pratos que realmente interessam, a saber: a sopa de alho-poró com batata, por exemplo, estranha e fascinantemente condimentada (parece guardar um monte de sabores conflitantes; mas fica bom); o ris de veau au saumon poêlé, apetitoso e de textura intrigante; a ratatouille, um prato que não figurava no cardápio, preparada com leveza e servida com delicada apresentação - algo que demonstra que o restaurante está com disposição para reverter a curva descendente. GUSTEAU?S Onde: às margens do Rio Sena. Ambiente: parece um filme, de tão pomposo. É desses lugares aonde se vai uma vez na vida. Do salão e da cozinha: se você não estiver deslumbrado demais, repare que o serviço é mesmo superlativo e só atrasa um pouco nos pratos fora do cardápio. E a comida, por sua vez, ensaia reeditar os grandes dias da casa. Dica: só não visite a cozinha. Preço: cerca de US$ 240 por pessoa (mas pode ficar bem mais caro de acordo com a escolha do vinho)

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 06h28

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