Há quem prefira taioba, maniva... e há quem prefira urtiga

Minha carreira de cozinheira começou com urtiga. Em meus passeios de criança pelos arredores de Porto Alegre, achava curioso a urtiga picar. A coceira na mão era normal, nada tão assustador. Criança gosta de perigo, e eu sempre fui curiosa. Havia um terreno baldio ao lado de casa cheio daquelas plantinhas peludas. Diziam que dava para comer, mas nós não nos atrevíamos. Até que um dia quis brincar com ela. Foi na época em que estudava nutrição. Consultei um amigo biólogo, que me garantiu que, refogada, não fazia mal.

Neka Menna Barreto, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2011 | 00h34

Costumo dizer que tudo que nasce perto da gente é bom, e a urtiga é prova disso. Refoguei um punhado e usei como recheio dos pastéis que vendia na faculdade. Imaginem os olhares dos nutricionistas quando eu falava que era urtiga. O gosto era de espinafre, ou de uma rúcula mais gentil, delicioso. Vendi por mais de um ano. Comprava as folhas do Pascoal, que tinha uma banca na feira do Brique da Redenção. Ainda hoje, na feira de São Joaquim, é comum encontrar urtiga seca para chá.

É NUTRICIONISTA E DONA DO NEKA GASTRONOMIAS

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