Há restrições para exportação de orquídeas e bromélias

O pesquisador do Instituto de Botânica de São Paulo, Eduardo Catarino, lembra que há restrição para a comercialização de orquídeas, bromélias e cactos, por serem sujeitas à pirataria genética. O instituto é fiel depositário de uma coleção viva dessas espécies, mas só tem autonomia para enviar esse material para fins científicos, e com autorização do Ministério da Agricultura (Mapa) e do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), do Ministério do Meio Ambiente. Segundo a bióloga Tania Sampaio Pereira, do Núcleo de Conservação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, todo material vegetal adquirido no exterior entra no País como importação e fica retido na alfândega, para análise, que é feita pelo Mapa. Vários órgãos e instituições ligados ao Mapa possuem o quarentenário onde o material vegetal permanece por 40 dias para verificar o aparecimento de patógenos. "Qualquer material, seja comprado pela internet ou por meio de catálogo, entra pelos meios legais e passa pelo quarentenário", afirma a bióloga. Tania, no entanto, não descarta a possibilidade de vir a entrar algum material nocivo, via contrabando ou pirataria. "Material contrabandeado ou pirateado pode colocar em risco o ambiente, as culturas de impacto comercial e a flora de um modo geral", alerta a bióloga.

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