Hackers chineses passam a ter como alvo especialistas dos EUA em Iraque

Um sofisticado grupo de hackers supostamente associado ao governo chinês, que durante anos teve como alvo especialistas norte-americanos em assuntos geopolíticos asiáticos, subitamente começou a invadir computadores de especialistas em Iraque à medida que a rebelião no país se intensificou, disse uma empresa de segurança na segunda-feira.

REUTERS

08 de julho de 2014 | 10h21

A CrowdStrike afirmou que o grupo é um dos mais sofisticados dos 30 rastreados pela companhia na China, e que suas operações são mais bem escondidas do que muitas atribuídas a unidades militares e do governo.

O cofundador da CrowdStrike Dmitri Alperovitch disse ter "muita confiança" que os hackers são afiliados ao governo, embora tenha se recusado a fornecer detalhes sobre o assunto.

O Ministério de Relações Exteriores da China repetiu que o governo se opõe a ataques eletrônicos e descartou o relato da empresa.

"Algumas empresas norte-americanas de segurança de Internet ignoram a ameaça dos EUA à Internet e constantemente se referem à chamada ameaça chinesa à Internet. As evidências que produzem são fundamentalmente não confiáveis e não merecem comentários", disse o porta-voz Hong Lei em uma coletiva diária em Pequim.

A CrowdStrike tem ex-oficiais do governo norte-americano em sua equipe e já produziu relatórios influentes sobre grupos de hackers estrangeiros.

Os Estados Unidos vão pressionar a China para a retomada de cooperação no combate à espionagem eletrônica, disse uma autoridade dos Estados Unidos nesta terça-feira antes de conversas anuais entre as duas maiores economias do mundo nesta semana em Pequim.

(Por Joseph Menn)

Tudo o que sabemos sobre:
TECHCHINAEUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.