Hackers voltam a agir e atacam site de secretaria do MT

O site da Secretaria de Administração de Mato Grosso ficou fora do ar neste sábado após sofrer um ataque hacker, e ficará inativo por tempo indeterminado, segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do MT. Foi o mais recente ataque em uma série de ações desse tipo contra sites do governo.

REUTERS

25 Junho 2011 | 15h56

O ataque contra o site da secretaria de administração de MT (www.sad.mt.gov.br) não provocou alterações ao sistema ou às informações do site, informou a Secom. O site foi retirado do ar assim que a alteração na página foi identificada.

"O ataque foi isolado, atingindo apenas a página principal", disse a Secom em comunicado no seu site.

O departamento de comunicação também afirmou que, segundo o Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat) "técnicos do órgão já estão trabalhando para verificar de que forma e por onde ocorreu o ataque dos hackers".

Na sexta-feira, o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi alvo de uma ação hacker e ficou desde a madrugada até por volta das 9h da manhã fora do ar. A página do Ministério da Cultura também sofreu uma tentativa de invasão na sexta, que foi "logo neutralizada".

A página do IBGE apresentava uma mensagem, assinada por FIREH4CK3R, dizendo que este mês o governo "vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell".

Segundo o texto, esses ataques são uma forma de protesto "de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor". Havia ainda uma observação negando ligação com outros grupos de hackers.

A Petrobras, cujo site ficou fora do ar na quarta-feira, informou na sexta que "não houve violação à rede interna ou ao site da companhia".

O site da Presidência, que hospeda informações que são públicas e não sigilosas, sofreu "acessos simultâneos" que tiraram o portal do ar na quinta-feira.

A página do Ministério do Esporte também foi alvo dos ataques e esteve fora do ar por boa parte do dia na quinta.

A Polícia Federal está investigando os casos.

(Reportagem de Yukari Sekine)

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