Haddad debate valor da tarifa com manifestantes

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira, 18, ao fazer uma breve introdução do encontro com lideranças do Movimento Passe Livre (MPL), na sede da Prefeitura, que as palavras "vândalos" e "baderneiros" não fazem parte do vocabulário político dele. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), usou essas palavras na semana passada para se referir a alguns integrantes das manifestações contra o aumento da tarifa dos transportes públicos na capital paulista.

BEATRIZ BULLA E RENAN CARREIRA, Agência Estado

18 Junho 2013 | 11h16

Haddad afirmou que o debate sobre o tema do valor da tarifa interessa à gestão dele porque, segundo o prefeito, um dos motes da campanha eleitoral do petista foi o transporte público. Haddad também disse que São Paulo deu nessa segunda, 17, "uma demonstração muito importante do que quanto preza a democracia e valoriza as manifestações", referindo-se aos atos pacíficos que ocorreram em diversos pontos da capital paulista.

Segundo o prefeito, o MPL precisa entender que houve uma mudança de postura da gestão municipal em relação ao transporte público. "Anos atrás estávamos duplicando as marginais para carros; hoje as vias estão sendo reservadas para ônibus", afirmou, referindo-se às faixas exclusivas para ônibus implantadas ontem nas marginais. Para Haddad, porém, é preciso entender que, quando se diz que a tarifa vai ficar abaixo da inflação, isso significa que o subsídio vai aumentar. "Qualquer que seja a decisão sobre a tarifa - aumentar, congelar ou reduzir -, o destino, do ponto de vista orçamentário, é o mesmo: aumentar subsídios na tarifa."

Transparência

Haddad disse que está buscando dar transparência aos gastos com transporte público. "Se há, com razão, quem diga que os dados não são claros, nós queremos escancarar os custos envolvidos." Ele afirmou que a Prefeitura está iniciando uma licitação do sistema e que esse é um momento de "aprofundar a transparência".

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