Haddad defende que Prefeitura tenha sua frota de ônibus

Após mais de duas horas reunido com a presidente Dilma Rousseff, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que avançaram as negociações para que o município tenha uma frota própria de ônibus, algo que seria possível via um aporte milionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

RICARDO DELLA COLETTA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

30 de setembro de 2013 | 19h37

O prefeito disse que os recursos necessários, a serem desembolsados pelo banco de fomento, varia de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. "Conversamos sobre a possível participação do BNDES no apoio a municípios que queriam prestar novas metodologias na oferta", disse Haddad. "Nós estamos imaginando a possibilidade de ter uma frota própria do município e, para isso, teríamos de contar com o apoio do BNDES", complementou.

De acordo com Haddad, a presidente Dilma disse a opção pelo BNDES era uma possibilidade, mas pediu "transparência" na operação.

A entrada em cena do banco público tem por objetivo tornar a Prefeitura menos dependente das empresas privadas que hoje oferecem o serviço. "Hoje somos reféns deste modelo (de transporte) e isso causa um desconforto muito grande para o gestor", concluiu, acrescentando que a frota pública seria importante para a Prefeitura ter uma alternativa quando o ente privado não se mostrar eficiente.

O prefeito explicou que isso poderia ser colocado em prática através de um projeto piloto em uma das oito áreas atendidas pelos 15 mil ônibus da capital. "Poderíamos começar com um projeto piloto em uma das áreas e depois, eventualmente, ampliar ou ter um regime de governança mais transparente e com condições de pactuação mais iguais com o setor privado.

Dívida

O prefeito disse que tratou também da questão da dívida de São Paulo. "Acredito que estamos na reta final das negociações", afirmou o prefeito. "Quero crer que outubro pode ser um mês importante para os 100 municípios que se encontram na mesma situação de São Paulo".

Haddad vem defendendo a mudança no indexador da dívida que a Capital mantém com o governo federal, que hoje trava, segundo ele, a capacidade de investimentos do município paulista.

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