Haddad diz que definirá cortes de investimento este mês

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou na manhã desta segunda-feira, 6, que a área econômica da prefeitura deve definir até o fim de janeiro quais setores sofrerão o impacto da suspensão do reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) previsto para 2014. Nesta manhã, Haddad disse que "tem muita gente desentendida falando de finanças públicas". "Deveriam estudar um pouco mais finanças públicas antes de se aventurar a falar do que não compreendem. Finanças públicas são uma ciência, não são para curioso", criticou.

BEATRIZ BULLA, Agência Estado

06 de janeiro de 2014 | 15h13

Neste ano, o imposto terá apenas a correção da inflação, depois da decisão da Justiça de manter liminar que barra o aumento de até 35% proposto pela prefeitura. A luta na Justiça para impedir a alta do IPTU foi encampada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), presidida por Paulo Skaf - provável candidato do PMDB a governador nas eleições de outubro. Agora, a prefeitura vai esperar o julgamento do mérito da ação.

Nesta segunda, o prefeito lembrou que, além das perdas dos recursos provenientes da arrecadação do IPTU projetada no Orçamento, a cidade também poderá ficar sem investimentos federais que exigem contrapartida municipal. "O maior prejuízo não é o valor que deixa de ser arrecadado. O maior prejuízo é o que deixará de vir da União por falta de contrapartida municipal", disse Haddad, ao participar da inauguração de uma unidade da Rede Hora Certa, no bairro da Lapa, zona oeste da capital, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

"Se eu não tenho dinheiro para desapropriar terreno para creche, como vou receber dinheiro do governo federal para construir creche?", exemplificou Haddad. "A área econômica começa a verificar onde vamos ter que adiar investimentos em virtude da falta de arrecadação."

Parcerias federais

O prefeito afirmou que as parcerias entre governo federal e o município deverão continuar e a ampliação da destinação de recursos da União à cidade não se trata de "nenhum favor". Em 2013, a prefeitura aderiu a programas do Ministério da Saúde e recebeu repasses entre 30% e 40% superiores ao ano anterior, segundo Haddad. "São programas que estavam disponíveis. Nós estamos simplesmente aderindo", explicou. "Estamos ampliando as parcerias e vamos continuar ampliando em todos os ministérios. Não está faltando apoio ao município."

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