Haddad e Alckmin anunciam Bilhete Único Mensal Integrado

Promessa de campanha do prefeito, bilhete mensal válido para ônibus, trem e metrô custará a partir de R$ 140 e entrará em funcionamento no dia 30

Carla Araújo, Agência Estado

21 Novembro 2013 | 11h33

Em cerimônia na Prefeitura de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciaram nesta quinta-feira, 21, a implantação do Bilhete Único Mensal Integrado. Uma das bandeiras da campanha do prefeito petista, o bilhete mensal custará, conforme a promessa, a partir de R$ 140 e entrará em funcionamento no próximo dia 30.

Com validade de 31 dias, o Bilhete Único Mensal poderá ser utilizado para transporte comum - ônibus, metrô e trem - e também para a integração (ônibus +trem/metrô). O usuário terá que optar pelo tipo de carregamento: só ônibus, só trilhos ou integração. No caso da integração, o valor mensal para recarga é de R$ 230. Em todos os casos haverá a opção de 50% da recarga para estudantes. Segundo a prefeitura, até o momento 141 mil usuários já se cadastram.

Logo no início do evento, Haddad afirmou que tanto ele quanto o governador só responderão a questões ligadas ao Bilhete Único. "Sei que há outras questões na pauta, por isso abri a minha agenda à tarde para atender vocês e responder outras perguntas", disse o prefeito aos jornalistas. Segundo ele, o governador também terá uma agenda pública hoje à tarde.

Governador e prefeito viram nomes de integrantes de seus governos envolvidos em suspeitas de corrupção. Segundo matéria do Estado, o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, em relatório entregue ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), afirma dispor de "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM".

As denúncias também envolvem o nome do secretário da Casa Civil, deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), - apontado pelo lobista Arthur Teixeira como recebedor de propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo entre os anos de 1998 e 2008.

Já Haddad terá que explicar o envolvimento de um assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo por suspeita de enriquecimento ilícito e relação com a máfia do ISS. Tony Nagy doou R$ 140 mil para a campanha do vereador Eliseu Gabriel, hoje secretário de Desenvolvimento de Fernando Haddad, mesmo tendo um salário de cerca de R$ 2 mil. Atualmente, Nagy recebe um salário bruto de R$ 4.852 e mora numa cobertura avaliada em R$ 1,5 milhão.

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