Haddad e Paulo Renato debatem nova formação de docente

O ministro da Educação Fernando Haddad e o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, acreditam que os cursos de formação de professores precisam mudar para que o ensino no País melhore. Eles participaram ontem de um debate sobre o tema, promovido pelo Grupo Estado. Haddad e Paulo Renato, no entanto, mostraram visões diferentes de como as mudanças podem ocorrer. ?O Estado tem de assumir mais as prerrogativas de formação. As universidades estaduais e federais podem e devem formar mais e melhores professores?, disse o ministro.

AE, Agencia Estado

09 de junho de 2009 | 09h39

Haddad defendeu a reformulação dos currículos de cursos de Pedagogia e Licenciatura. Já Paulo Renato se disse mais cético quanto à possibilidade de promover tais reformas. Para o secretário, cursos de aprimoramento oferecidos depois da formação universitária podem ajudar a melhorar a preparação do professor. O Estado criou no mês passado a Escola de Formação de Professores, que vai oferecer cursos durante quatro meses para docentes aprovados em concursos.?A questão central é que os cursos para formar professores não dão um instrumental adequado para trabalho em sala de aula?, diz Paulo Renato.

Ministro e secretário também disseram que o aumento da quantidade de professores com curso superior no País não ajudou a melhorar a qualidade do ensino. Dados do primeiro censo completo do professor, divulgado no mês passado, mostram que 70% do 1,8 milhão de docentes da educação básica têm formação universitária. ?As faculdades de educação têm uma tradição de formar especialistas, se discute bastante teoria e história da educação, mas os conteúdos das disciplinas não é visto?, afirmou o secretário. Para Paulo Renato, é ?muito difícil? mudar essa vocação das instituições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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