Haddad enfrentou dificuldades com aplicação do Enem

Ministro da Educação desde 2005, Fernando Haddad, advogado com doutorado em filosofia, foi mantido no cargo mesmo após viver dois momentos críticos à frente da pasta, ambos relacionadas à aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

REUTERS

16 de dezembro de 2010 | 20h44

Em 2009, o exame vazou, obrigando o MEC a reaplicar a prova. Neste ano, alguns cadernos de questões foram impressos com erros levando a uma sindicância para determinar a origem do problema e nova aplicação para a parcela de estudantes atingida. Segundo o ministério, os prejudicados são 0,1 por cento do total de alunos.

"Pode ser por falha natural ou humana, o direito dos estudantes deve ser assegurado. O remédio para este problema continua sendo o mesmo do ano passado, de reaplicar as provas", disse o ministro em entrevista.

O Enem existe desde 1998 e se propõe a avaliar o desempenho de estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares que concluíram a educação básica.

O exame é usado como critério de seleção para concessão de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e em processos seletivos de diversas instituições de ensino superior, em substituição ao tradicional vestibular.

Haddad esteve à frente de outros programas do ministério, como a expansão das universidades federais e o ProUni, que ofereceu 740 mil vagas desde 2005 em cursos superiores a estudantes sem recursos para pagar uma instituição particular. Já as universidades federais passaram de 51, em 2005, para 59 neste ano.

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) deve destinar 8,37 bilhões de reais às universidades até 2012.

Haddad, petista e paulistano de 47 anos, é professor licenciado da Universidade de São Paulo. Sua tese de dourado levou o título "De Marx a Habermas - O Materialismo Histórico e seu paradigma adequado".

Assumiu o Ministério da Educação quando Tarso Genro deixou o cargo para ocupar a presidência do Partido dos Trabalhadores em plena crise do escândalo do mensalão. Antes de ser nomeado ministro, ocupou a secretaria-executiva do ministério. Foi também chefe de gabinete da Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo.

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