Haddad: Prefeitura não entra em 'jogo de tudo ou nada'

Prefeito volta a descartar suspender o reajuste da tarifa: 'Temos de tomar uma decisão pensando em 11 milhões, não em 4 mil que estão na rua'

JOSÉ ROBERTO CASTRO, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 09h16

SÃO PAULO - Um dia após o quarto protesto contra o aumento da tarifa de transporte coletivo, quando houve confrontos entre a polícia e manifestantes, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a negar a possibilidade, proposta pelo Ministério Público, de revogar temporariamente o reajuste em troca da suspensão das manifestações. Haddad disse estar disposto a dialogar com os manifestantes, mas que a Prefeitura não entra em um "jogo de tudo ou nada". "Quando você entra em uma conversa tem de entrar com o espírito aberto e não com o resultado definido. Queremos conversar, mostrar o orçamento municipal. Nós temos de tomar uma decisão pensando em 11 milhões, não em 4 mil que estão na rua", disse o prefeito em entrevista ao programa Bom Dia, São Paulo, da Rede Globo.

Haddad concordou que o transporte público em São Paulo necessita de melhorias, mas disse que o município fez um sacrifício de R$ 600 milhões, realocados de outras áreas para que o reajuste da tarifa fosse abaixo da inflação acumulada. "O que eu quero mostrar para o movimento é que R$ 600 milhões estão sendo investidos para que o reajuste seja abaixo da inflação."

Durante a entrevista, o prefeito disse que São Paulo é uma cidade que convive bem com democracia pacifica, mas não com a violência. "Quando houve violência de manifestantes, a população repudiou. Quando há abuso policial, a população repudia."

Ele reclamou ainda da desinformação do movimento. "Estão dizendo que motoristas e cobradores não tiveram seus salários reajustados. Há muita desinformação por parte do movimento." Em outro ponto, Haddad afirmou que não vai iludir as pessoas dizendo que o transporte coletivo será gratuito. "Os prefeitos não têm de onde tirar recursos", argumentou.

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