Haiti precisa empossar novo premiê rapidamente, diz ONU

O Haiti, cuja primeira-ministra Michele Pierre-Louis foi afastada na manhã desta sexta-feira, corre o risco de voltar à instabilidade econômica e política a menos que indique um substituto com rapidez, afirmou a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

JOSE, REUTERS

30 Outubro 2009 | 16h27

O Senado do Haiti afastou a premiê Pierre-Louis na manhã de sexta-feira depois que parlamentares criticaram o desempenho dela na promoção da retomada econômica do empobrecido país caribenho. Ela permaneceu no cargo por pouco mais de um ano.

Senadores do partido do presidente René Préval lideraram as críticas contra Pierre-Louis e espera-se que ele atue rapidamente para indicar um substituto.

A missão de paz da ONU elogiou Pierre-Louis por sua resposta a uma série de furacões devastadores em 2008 e pelo que chamou de espírito de colaboração construtiva com os parceiros internacionais do Haiti.

"A adoção dessa moção de censura vem em um momento crítico para os esforços de se conquistar a estabilidade política, econômica e social do país", afirmou em comunicado a missão conhecida pelo acrônimo francês Minustah.

"É essencial, portanto, executar sem demora a instalação de um novo primeiro-ministro e de uma nova equipe de governo para evitar qualquer risco de retorno a um período de instabilidade que poderia atrapalhar as perspectivas encorajadoras que apareceram recentemente nos campos do investimento e da criação de empregos".

A resolução de afastamento de Pierre-Louis foi aprovada por maioria simples no Senado, que tem 29 membros, enquanto opositores da medida boicotaram a votação.

"Dezoito senadores votaram contra a primeira-ministra, o que significa que o presidente tem de substituí-la. Escreveremos ao presidente para informá-lo de nossa decisão", disse a líder do Senado Kely Bastien após a votação.

Pierre-Louis rejeita as acusações de que não usou com eficiência milhões de dólares disponíveis por meio de um acordo sobre o preço do petróleo com a Venezuela a fim de reformar edifícios e estradas danificadas nas tempestades do ano passado.

O senador Joseph Lambert, no entanto, membro do movimento Lespwa, de Préval, afirmou que ela não fez nada para melhorar o padrão de vida desde que foi indicada chefe de governo.

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