Hamilton cogita maior cautela para o GP da Europa

Lewis Hamilton pode estar preparado para pensar duas vezes sobre como ultrapassar seus adversários de Fórmula 1.

ALAN BALDWIN, REUTERS

25 Junho 2011 | 16h49

As duas últimas corridas do campeão mundial de 2008 foram uma coleção de batidas, polêmicas e discussões com fiscais de prova.

Neste sábado o piloto de 26 anos se classificou na terceira posição e disse aos repórteres que cogita uma abordagem mais cautelosa para a prova de domingo.

"Quero terminar a corrida. Isto é o essencial", disse ele. "Sempre serei agressivo como sou agora. Entretanto, em vez de pensar uma vez sobre uma manobra, talvez pense duas", continuou o britânico.

"Se isso significa ser mais cauteloso, que seja, mas se eu tiver uma oportunidade vou partir para o ataque."

O instinto de Hamilton sempre foi disputar ao invés de se contentar com o segundo lugar, e é essa mistura pujante de paixão, velocidade máxima e pura determinação de vencer que o tornou tão querido pelos fãs.

Mas também foi sua perdição, levando o piloto até mesmo a colidir com seu colega de equipe Jenson Button na prova anterior no Canadá. Button seguiu em frente e venceu, Hamilton saiu.

Em Mônaco, ele bateu na Ferrari do brasileiro Felipe Massa e na Williams do novato venezuelano Pastor Maldonado, pondo fim à prova dos rivais.

DECISÃO CORRETA

Indagado se as críticas de ex-pilotos e campeões como o austríaco Niki Lauda, que disse que ele pode matar alguém se continuar sendo tão displicente, influenciaram seu pensamento, Hamilton foi firme: "Nem um pouco".

"As coisas acontecem por certas razões", acrescentou. "Claro que você as observa e analisa se acha que está no lugar certo ou errado e se tomou a decisão correta ou não."

"Mas a vida é assim. Aconteceu em duas corridas e com sorte não voltará a acontecer. Não sei por que as manobras de ultrapassagem anteriores foram tão mais limpas e fáceis."

"Talvez os pilotos sintam que podem brigar mais do que podiam no passado."

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