Hamilton e Alonso esperam que Button continue na F1

Lewis Hamilton disse que a McLaren cometeria um erro em dispensar seu ex-colega de equipe Jenson Button no fim da temporada da Fórmula 1, e que deveria, em vez disso, se concentrar em construir um carro melhor. 

ALAN BALDWIN, REUTERS

07 Novembro 2014 | 09h44

“Ele ainda tem bastante tempo como piloto para continuar competindo e vencendo”, disse o piloto da Mercedes a repórteres em São Paulo, onde disputa no fim de semana o Grande Prêmio do Brasil. 

“Ele só precisa de um carro melhor. Não é que o time precisa de um piloto melhor. Não há muitos por ai. Eles precisam de um carro melhor”, disse o líder do campeonato.

A McLaren não vence uma corrida desde a última vitória de Button no Brasil, há dois anos, e acredita-se que esteja perto de assinar contrato com Fernando Alonso, da Ferrari, para 2015, quando devem começar uma nova parceria com a Honda. 

A chegada do espanhol deve representar o fim da carreira de Button, campeão mundial de 2009, embora Alonso também tenha apoiado o britânico.

“Ele é um piloto muito talentoso, vimos isso em sua carreira, ele também é uma pessoa muito boa”, disse o piloto da Ferrari a repórteres em Interlagos.

“Precisamos de pessoas como ele na F1. Espero que ele esteja aqui ano que vem”, disse o espanhol, que também substituiu Button na Renault em 2003. 

Hamilton, que deixou a McLaren pela Mercedes no fim de 2012 após três anos tendo Button como companheiro de equipe, concordou que seria estranho ser o único representante britânico no grid de largada. 

“É estranho, porque Jenson é melhor do que a maioria dos pilotos. Ele é um grande piloto. Ele teve uma carreira sensacional, e ainda é um dos pilotos mais fortes aqui, então isso não está adequador”, disse o piloto, de 29 anos. 

“Se eu tivesse uma equipe, eu gostaria que ele estivesse nela. Ele é um grande ativo para qualquer equipe”. 

Hamilton e o bicampeão mundial Alonso foram companheiros de equipe na McLaren em 2007, na temporada de estreia do britânico, e o espanhol deixou o time apenas um ano após entrar por causa de uma briga com o chefe Ron Dennis. 

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