Harvard prioriza uso 'caseiro' de parceria com o MIT

Em maio, Harvard e o vizinho Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram o lançamento do edX, plataforma de produção e distribuição de conteúdo online. A novidade foi saudada como mais um passo para ampliar a oferta de cursos de qualidade disponíveis em escala mundial na web. Mas não é bem assim, segundo o professor Fernando Reimers, integrante do grupo que assessora a reitora de Harvard, Drew Faust, em assuntos ligados a tecnologia.

O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2012 | 03h06

Nos debates sobre o edX houve duas visões conflitantes. Uma delas propunha usar a plataforma para atender a uma população diferente, pessoas espalhadas pelo mundo que sonham com uma educação de alto nível e em ter acesso à grife Harvard. A outra ala via no edX um meio de melhorar a qualidade do ensino para os estudantes que já estão fisicamente na universidade.

"Esta última é a predominante da cúpula de Harvard no momento. Basicamente, a mensagem passada àqueles de nós que querem fazer coisas para o resto do mundo é: 'Façam, mas como um objetivo secundário.'", diz Reimers. "Isso é inovador? Será para os estudantes que já estão lá. Do ponto de vista de acesso e igualdade não há nada inovador. A população do mundo não para de crescer, obviamente há mais pessoas querendo ir à universidade. Por que não construir um espaço virtual que permita Harvard fazer parte da vida delas?"/ S.P.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.