Hillary e Obama amenizam tom em debate

Candidatos se dizem amigos e ressaltam diferenças com Republicanos

BBC Brasil, BBC Brasil

31 de janeiro de 2008 | 08h15

Os dois rivais na disputa para ser o candidato do Partido Democrata à Presidência americana, Hillary Clinton e Barack Obama, se enfrentaram na noite desta quinta-feira no primeiro debate em que tiveram apenas um ao outro como adversário. O debate, realizado em Los Angeles e transmitido ao vivo pela TV, foi o primeiro desde que o ex-senador John Edwards abandonou a disputa pela indicação do Partido Democrata para as eleições presidenciais americanas, na quarta-feira, depois de ser derrotado em todas as primárias realizadas na atual campanha. Foi também o último debate antes da chamada Super Terça-Feira, no próximo dia 5, quando 24 Estados americanos realizarão primárias simultaneamente. Ao contrário dos últimos confrontos, no entanto, em que os dois pré-candidatos passaram a maior parte do tempo trocando acusações, o debate desta quinta-feira transcorreu em um tom relativamente cordial. "Eu era amigo de Hillary Clinton antes de começarmos esta campanha. E eu serei amigo de Hillary Clinton quando esta campanha tiver terminado", disse Obama. A senadora também baixou o tom e afirmou que "as diferenças entre Barack e eu perdem a importância diante das diferenças que nós temos com os republicanos". Obama disse que os Estados Unidos estão atravessando um momento decisivo. "O que está em jogo neste momento é se nós estamos olhando para trás ou para frente. Eu acho que é o passado versus o futuro", afirmou o senador. Hillary disse que o governo republicano de George W. Bush criou uma série de problemas para o país. "É imperativo que tenhamos um presidente que possa começar a solucionar esses problemas." Iraque e imigrantes Houve, porém, alguns momentos de tensão, principalmente quando o assunto foi a guerra no Iraque. Obama disse ser a pessoa certa para pôr fim à guerra. Hillary, que apoiou a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, disse que, caso seja eleita presidente, vai retirar as tropas americanas do Iraque o mais rápido possível. A questão dos imigrantes ilegais provocou outro momento tenso entre os dois pré-candidatos. Obama é favorável a uma lei que permite que imigrantes ilegais possam obter carteira de motorista. Hillary, que no início apoiou a proposta, agora é contra. "A senadora Clinton deu uma série de respostas diferentes sobre esse assunto no período de seis semanas", disse Obama. Hillary disse que a polêmica era um desvio da questão principal, dos esforços para obter uma reforma ampla nas leis de imigração, e afirmou que já apoiava a reforma antes que Obama chegasse ao Senado. Republicanos Do lado republicano, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, anunciou oficialmente nesta quinta-feira seu apoio ao senador John McCain, que venceu a primária no Estado da Flórida, na disputa pela indicação como candidato à Casa Branca. O apoio de Schwarzenegger é considerado um grande impulso à campanha de McCain, a poucos dias da Super terça-feira. McCain também conseguiu o apoio do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que se retirou da disputa republicana depois de ficar em terceiro na primária da Flórida. Os pré-candidatos do Partido Republicano realizaram um debate na quarta-feira, marcado por novas trocas de agressões entre McCain e Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts. O governador é um dos nomes mais populares do Partido Republicano e, assim como McCain, também desperta simpatia entre integrantes da ala moderada do Partido Democrata. Schwarzenegger administra o Estado com o maior número de delegados na disputa pela indicação do Partido Republicado: 173 do total de 2.348. As primárias da Califórnia serão realizadas na chamada Super Terça-Feira, no próximo dia 5, quando 24 Estados americanos vão realizar primárias simultâneas.

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