Hillary e Obama falam de economia na Pensilvânia

O pré-candidato democrata à CasaBranca Barack Obama questionou na quarta-feira sua rivalHillary Clinton por se dizer paladina da classe média eprometeu combater interesses corporativos que, segundo ele,prejudicam as famílias trabalhadoras. Fazendo campanha em Pittsburgh, Hillary propôs um pacotefiscal que estimularia a manutenção de empregos nos EUA. Os dois senadores democratas se enfrentam no dia 22 naeleição primária da Pensilvânia, onde os temas econômicos vêmganhando proeminência. Obama discursou numa convenção do sindicato AFL-CIO, ondeHillary falara na véspera. Ele disse que a adversária estáligada demais a interesses poderosos para oferecer mudançasreais. "Nos últimos sete anos, tivemos um governo [de George W.Bush] que serve aos interesses dos ricos e bem relacionados,não importa qual o custo para as famílias trabalhadoras e paraa nossa economia", disse Obama. "Sou o único candidato nesta corrida que realmentetrabalhou para tirar poder dos lobistas, ao aprovar históricasreformas éticas em Illinois e no Senado dos EUA. E sou o únicocandidato que não está recebendo um centavo dos lobistas deWashington." Hillary propôs investimentos e benefícios fiscais de 7bilhões de dólares por ano para empresas que criem empregos nosEUA. Ela também defendeu um investimento anual de meio bilhãode dólares para estimular a criação de empregos bem pagos nosetor das tecnologias para energias "limpas." "Acredito que nosso governo deve deixar o negócio derecompensar as empresas por embarcarem empregos para oexterior, e voltar ao negócio de recompensar empresas que criambons empregos, com salários elevados --com bons benefícios--bem aqui nos EUA", disse Hillary. Uma nova pesquisa da Universidade Quinnipiac mostrou que avantagem de Hillary sobre Obama caiu de 16 para 9 pontospercentuais na Pensilvânia em um mês. Algumas outras pesquisasmostram uma vantagem ainda menor para a senadora. Nos últimos dias, os dois candidatos baixaram o tom de seusataques mútuos e se voltaram contra o republicano John McCain,já definido como o adversário a ser derrotado nas eleiçõesgerais de novembro. Hillary divulgou um anúncio questionando a capacidade deMcCain para lidar com a economia. Semelhante aos anúncioscontra Obama a respeito de questões militares, usados no Texase em Ohio, essa peça mostra crianças dormindo quando umtelefone toca, e uma voz pergunta se McCain está pronto paralidar com uma crise econômica urgente. "John McCain simplesmente disse que o governo não deveriafazer nenhuma ação de verdade a respeito da crise habitacional,ele deixaria o telefone continuar tocando", diz o narrador. Tucker Bounds, porta-voz de McCain, disse que osnorte-americanos não podem aceitar a "agenda liberal" dosdemocratas para a economia. "John McCain está pronto para liderar com um planoeconômico pró-crescimento para reduzir impostos, cortar gastosdo governo, fortalecer os empreendedores dos EUA e colocarnossa economia de volta nos trilhos", afirmou. No evento de Filadélfia, Obama ironizou Hillary por secomparar a Rocky Balboa, o boxeador azarão que se torna campeãona série de filmes "Rocky". "Todos amamos Rocky, mas Rocky era ficção. E assim é aidéia de que alguém pode lutar pelos trabalhadores e ao mesmotempo abraçar o sistema falido em Washington, onde lobistascorporativos usam sua influência para moldar as leis ao seugosto", disse Obama. (Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst e Steve Holland)

CAREN BOHAN, REUTERS

02 de abril de 2008 | 21h28

Tudo o que sabemos sobre:
EUAELEICAODEMOCRATAS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.