Homem-bomba que atingiu ônibus na Bulgária teve ajuda, diz premiê

Um homem-bomba que matou cinco turistas israelenses na semana passada na Bulgária teve ajuda de um grupo organizado para planejar e realizar o atentado, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov.

Reuters

24 de julho de 2012 | 17h32

Segundo ele, a polícia ainda não identificou o suicida que explodiu um ônibus no estacionamento da cidade turística de Burgas, na quarta-feira, também deixando mais de 30 feridos.

Borisov, que se reuniu em Sófia com John Brennan, assessor de contraterrorismo do governo norte-americano, disse que o ataque foi tramado por "gente extremamente experiente" em conspirações.

"Pelo que vejo, eles chegaram quase um mês antes, trocaram os carros alugados e viajaram a diferentes cidades ... e não mais de uma pessoa que estamos procurando foi capturada por alguma câmera de segurança."

O premiê disse que o DNA e as impressões digitais do homem-bomba não constam em nenhum arquivo da Bulgária ou de serviços de inteligência de países parceiros. Sem entrar em detalhes, ele sugeriu que o militante deve ter entrado na Bulgária em um avião proveniente do "Espaço Schengen" (zona europeia sem controle interno de passaportes).

Israel acusou o Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah pelo atentado. O Irã negou as acusações. Borisov disse que a Bulgária, país membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não fará acusações antes do encerramento das investigações.

(Reportagem de Tsvetelia Tsolova)

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