´Homem do gelo´ sangrou até a morte, dizem cientistas

Tomografia revela que Otzi teve uma artéria rompida por uma flecha

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h23

Mais de 5.000 anos depois de o caçador pré-histórico conhecido como Otzi ter expirado num pico alpino, cientistas afirmam ter determinado a causa de sua morte. Pesquisadores suíços e italianos usaram instrumentos médicos de última geração para examinar a múmia congelada, revelando que o homem sangrou até a morte depois de ser atingido nas costas por uma flecha, de acordo com artigo publicado no Journal of Archaeological Science.A flecha abriu um buraco na artéria abaixo da clavícula esquerda, provocando uma grande perda de sangue e choque, induzindo um ataque cardíaco. Mesmo hoje em dia, as chances de sobreviver a uma ferida desse tipo por tempo suficiente para receber socorro em um hospital é de 40%, segundo o artigo.O fato de a haste da seta ter sido arrancada antes da morte pode ter agravado a ferida, disse Frank Ruehli, da Universidade de Zurique, que realizou o estudo em conjunto com pesquisadores italianos. O uso de tomografia computadorizada de alta resolução - normalmente utilizada para diagnosticar pacientes vivos - permitiu que os pesquisadores criassem imagens tridimensionais de Otzi sem a necessidade dissecar a múmia.Otzi tornou-se uma celebridade depois que seu corpo, surpreendentemente bem preservado, ter sido descoberto em 1991, numa geleira a 3.210 metros de altitude, na fronteira austro-italiana.

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