Homem mata ao menos 91 em ataques a tiros e com bomba na Noruega

Um atirador suspeito de pertencer à extrema direita usando uniforme policial matou pelo menos 84 pessoas num encontro de jovens do governista Partido Trabalhista norueguês, horas depois de uma bomba em Oslo matar sete pessoas.

WALTER GIBBS E ANNA RINGSTROM, REUTERS

23 de julho de 2011 | 09h33

Testemunhas disseram que o atirador, identificado pela polícia como um norueguês de 32 anos, disparou contra os jovens que estavam na ilha de Utoeya, a noroeste de Oslo, causando pânico e levando alguns dos jovens a nadar para fugir dos disparos.

A polícia prendeu o suspeito, um homem alto e loiro, identificado pela imprensa local como Anders Behring Breivik, e o indiciou pelas mortes no encontro de jovens e pelo ataque a bomba na capital norueguesa.

O primeiro-ministro Jens Stoltenberg, expressando a perplexidade que tomou conta do geralmente pacífico país de 4,8 milhões de habitantes, disse: "Uma ilha paradisíaca foi transformada em um inferno".

O vice-chefe da polícia, Roger Andresen, disse que não especulará sobre os motivos do ataque, apontado como o mais sangrento realizado por somente um atirador nos tempos modernos.

"Ele descreve a si mesmo como um cristão, com inclinações para o cristianismo de direita, em sua página no Facebook", disse Andresen.

A imprensa norueguesa afirma que a bomba em Oslo foi feita de fertilizante e que o suspeito é dono de uma empresa, a Breivik Geofarm. Uma outra companhia informou que ele teria usado essa empresa para comprar o material.

"Esses são bens que foram entregues em 4 de maio", disse à Reuters Oddny Estenstad, porta-voz da empresa de abastecimento agrícola Felleskjoepet Agri. "Foram seis toneladas de fertilizante, que é uma encomenda pequena e normal para um produtor agrícola."

Não estava claro se Breivik, membro de um clube de tiro segundo a imprensa local, carregava mais de uma arma ou se tinha munição estocada na ilha. A polícia também encontrou explosivos no local.

A especulação inicial após os ataques se concentraram em grupos militantes islâmicos, mas aparentemente somente Breivik --e talvez outras pessoas associadas a ele e ainda não identificadas-- está envolvido.

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