Homenageado por revista, Lula vê mídia ''azeda''

Em mais uma crítica à imprensa, o presidente Lula afirmou ontem que às vezes tem vontade de "se matar" ao ler os jornais do País. Homenageado ontem, em São Paulo, pela revista IstoÉ como o brasileiro do ano, Lula chegou a ensaiar um breve elogio aos meios de comunicação nas saudações que fez no início de seu discurso. Mas logo mudou de tom.

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

08 Dezembro 2009 | 00h00

"Tem dias que você acorda, lê os jornais e tem vontade de se matar. Porque o mundo tá acabando. Se você então ficar só na manchete, nem saia de casa. Porque tem um certo azedume, é uma coisa tão azeda que até faz mal para o País", afirmou o presidente, que lembrou das críticas que recebeu ao afirmar, no início da crise econômica, que ela chegaria ao Brasil como uma "marolinha".

Num rápido e descontraído discurso, Lula disse não entender por que os políticos costumam achar que são "seres superiores". Citou como exemplo o ex-presidente americano George W. Bush. Contou que, em visita ao Brasil, o colega se recusou a posar para fotos em frente a carros da Ford e da General Motors para não fazer merchandising. "É essa bobagem de político achar que é ser superior. Não posso contar piada porque sou político, não posso rir porque sou político, não posso beber porque eu sou político, não posso falar palavrão porque sou político. Como se essas coisas fossem só para artista."

Lula ganhou elogios de sobra de outros premiados, em especial do governador de Minas, Aécio Neves, eleito o brasileiro do ano na política pela revista. Em seu discurso, Aécio disse reconhecer "avanços incontestáveis" do governo Lula.

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