Homens correm mais risco de recorrência de trombose

Os homens que têm coágulos tem duas vezes mais chances que as mulheres, com a mesma condição, de sofrer uma recorrência após o término do tratamento, de acordo com um estudo publicado na sexta-feira na revista The Lancet. "O gênero pode ter que ser considerado na hora de decidir por quanto tempo os pacientes devem ser tratados com anticoagulantes", disse Simon McRae, o principal autor do estudo.McRae e seus colegas analisaram 15 estudos em uma pesquisa que considerou aproximadamente 5.400 pessoas que pararam o tratamento de três a seis meses depois de ter um coágulo. Estima-se que a trombose afete uma em cada mil pessoas. Os coágulos, ou trombos, se desenvolvem em veias nas pernas e em seguida se deslocam, e podem viajar para o coração ou pulmões, causando potencialmente falhas pulmonares ou cardíacas. A condição também foi apelidada de "síndrome da classe econômica", já que permanecer imóvel por longos períodos de tempo, como por exemplo durante vôos de longa duração, é um conhecido fator de risco. O estudo da Lancet preocupa apenas as pessoas com um histórico de trombose. Não há nenhuma diferença discernível entre homens e mulheres no risco de um primeiro trombo. Porém, quando se trata de trombose recorrente, McRae conclui que os homens parecem estar estatisticamente correndo maior risco.McRae disse que a discrepância entre os gêneros é significativa o suficiente para que os médicos os levem em conta na hora de tratar os pacientes. "O potencial real desse estudo é que ele vai ajudar os médicos a determinar quanto tempo certos pacientes devem tomar os anticoagulantes", disse.Os pesquisadores ainda estão tentando determinar por que os homens são mais suscetíveis à recorrência dos trombos que as mulheres. Eles acreditam que as variações hormonais, genéticas e fisiológicas podem ter participação nisso.

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