Hopi Hari vai buscar acordo com família

Advogado da família da jovem que morreu no parque disse que pedirá indenização de R$ 2 milhões

Tatiana Fávaro - O Estado de S. Paulo,

08 Março 2012 | 20h43

CAMPINAS - Os advogados do parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, estudam a possibilidade de acordo com a família da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel, no dia 24. Na semana passada, o advogado da família, Ademar Gomes, informou que entraria com processo contra o parque e pediria indenização de R$ 2 milhões por danos morais e materiais. Outro R$ 1 milhão seria pedido na ação à Prefeitura de Vinhedo.

A informação sobre o acordo que deve ser proposto pelo parque foi confirmada pelo advogado do Hopi Hari Alberto Zacharias Toron. "Os advogados estão conversando sobre isso", afirmou.

Ademar Gomes, que representa a família da vítima, informou que ainda não entrou com processo e que está disposto a negociar com os representantes legais do Hopi Hari. "Não entrei com o processo porque estou esperando o fim do inquérito. Ninguém (do parque) nos procurou até agora, mas não somos irredutíveis e estamos dispostos a negociar", disse. A mãe de Gabriella, Silmara, disse em entrevista na coletiva na semana passada que quer que o parque feche para sempre.

Nesta quinta-feira, 8, Gomes foi ao 78º Distrito Policial de São Paulo e pediu a apuração de responsabilidade pela divulgação de imagens da menina morta. Segundo o advogado, pessoas fotografaram o corpo da vítima e deixaram vazar imagens que ganharam as redes sociais e sites. Gomes intitulou os responsáveis como "inescrupulosos" e disse que vai processar civil e criminalmente os culpados.

Parque. O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, mudou a rotina das investigações nesta quinta e, em vez de ouvir depoimentos de representantes do Hopi Hari na delegacia - como fez com um gerente do complexo de diversão, com a família da vítima e com os cinco operadores do brinquedo do qual caiu Gabriella - dirigiu-se ao parque para ouvir dois técnicos da área de manutenção. O delegado não foi localizado pelo Estado após os depoimentos.

Mais dois brinquedos foram analisados no quarto dia da vistoria solicitada pelo Ministério Público de São Paulo no parque. Até agora, oito brinquedos foram avaliados. Uma lista com 14 brinquedos, mais a Torre Eiffel, deve ser cumprida até a próxima segunda-feira. O prazo previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por promotores e representantes do Hopi Hari prevê o fechamento do complexo por dez dias, prorrogáveis por outros dez. Os promotores informaram que só vão se pronunciar, agora, ao fim da perícia.

A promotora da área do Consumidor, Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, aguarda até sexta-feira, 9, levantamento solicitado ao parque dos acidentes ocorridos em brinquedos do Hopi Hari nos últimos dois anos.

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