Hora da prova do Enem prejudica alunos em Manaus

A fome deu dor de cabeça na estudante Francimara Antony, de 19 anos, durante a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de hoje em Manaus. "Embora fosse um tema fácil, sobre nossa relação com a internet e redes sociais, parece que as palavras fugiam na falta de concentração pela fome. Pior ainda foi concatenar ideias na parte de matemática com a barriga roncando", contou a garota, uma das primeiras a sair da prova na faculdade Nilton Lins.

LIEGE ALBUQUERQUE, Agência Estado

23 Outubro 2011 | 18h21

Embora tenha tomado um café da manhã reforçado, Francimara disse ter sentido muita fome e a fiscal da sala deixou a água ficar em cima da mesa, mas não a maçã que ela trouxe de casa. "Acho um absurdo esse horário, deixa a gente aqui no Norte em desvantagem, porque além do cansaço de quatro horas de provas vai dizer que não influencia a gente estar com fome na hora?", questiona Francisco José da Silva, de 16 anos, que fez o Exame como experiência para o ano que vem. "Só espero que no próximo ano a organização tenha dó da gente e mude esse horário cruel".

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a abstenção média registrada no Brasil foi de 25,29% no primeiro dia da prova. No Amazonas, o índice de faltosos ficou acima da média com 28,03%.

Segundo o coordenador regional do Enem no Amazonas, Edson Melo, embora seja o terceiro ano em que o Estado acompanha o horário de verão, por ser um horário "desconfortável" para as provas, este pode ser um dos fatores para a abstenção. No Estado, 131.426 alunos se inscreveram para o exame em 43 municípios do Amazonas.

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