Hortênsias sem vírus

IAC identifica microrganismo na principal variedade comercial cultivada no Estado de São Paulo

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2008 | 04h19

Pesquisa do Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas (SP), identificou um vírus que, por provocar manchas nas folhas e diminuir o tamanho da flor, vinha desvalorizando a produção de hortênsias em Arujá, que concentra 80% do cultivo da espécie em São Paulo. "Foram quatro anos de pesquisas, desde que recebemos as primeiras três plantas doentes", diz o pesquisador Valdir Atsushi Yuki, do IAC. As amostras foram enviadas pela Associação dos Floricultores da Região da Rodovia Dutra (Aflord), que reúne produtores de Guarulhos, Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim, Santa Isabel, Guararema, Jacareí, S. José dos Campos e Taubaté. Saudáveis Segundo Yuki, a identificação do vírus Hydrangea ringspot (mancha anelar da hortênsia) permitiu o desenvolvimento de mudas sadias de hortênsias renat blue, a principal variedade. Com tecnologias como termoterapia e cultura de tecidos, o IAC já produziu, até agora, dez mudas livres de vírus. Essas mudas estão em estufas isoladas - uma das formas de disseminação da doença é por meio de tesouras de poda contaminadas - e sendo multiplicadas pelos próprios produtores da Aflord. "Em dois ou três anos, teremos mudas sadias em escala comercial", diz.

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