Hospitais ainda não têm estrutura para aplicar terapia

Falta conhecimento a hospitais do Brasil para empregarem a hipotermia terapêutica em escala maior, segundo o diretor da Sociedade Paulista de Cardiologia Agnaldo Píspico.

, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

"Uma das falhas no nosso País é o cuidado que os médicos têm com o pós-parada cardíaca. No Japão e nos Estados Unidos, há leitos exclusivos para o tratamento pós-parada, com resfriamento ou aquecimento. Coisa que ainda estamos distantes", afirma.

Píspico lembra que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Araras, no interior de São Paulo, é que começou a aplicar a hipotermia ao socorrer pacientes desde 2004. "Não temos números ainda, mas os resultados são perceptíveis." A técnica também é empregada em pacientes que sofrem trauma de crânio que leve a edema cerebral, segundo o cardiologista Guilherme Schettino. "Cada vez há mais relatos dos benefícios."

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