Hospitais federais do Rio receberão proteção contra tiroteios

Hospitais federais do Rio de Janeiro ganharão uma proteção especial do Ministério da Saúde em razão dos constantes tiroteios e balas perdidas.

REUTERS

17 Julho 2009 | 18h28

O representante do Ministério no Rio, o médico Oscar Berro, informou que a "blindagem" das unidades federais começa em um prazo de 2 anos e vai custar aos cofres públicas mais de 100 milhões de reais, sendo que 30 milhões de reais já foram liberados para serem aplicados esse ano.

"O fechamento atende necessidade médica, sanitária e de segurança", disse ele à Reuters "Não vamos criar um presídio, mas vamos dar mais segurança para usuários, profissionais e procedimentos. Além disso, serve para se evitar desvio de produtos e equipamentos. Onde tem janela de vidro tem também gasto com material, limpeza, mão de obra e alumínio", acrescentou.

Segundo ele, as janelas dos hospitais serão fechadas com concreto e poderão ser criados muros à prova de bala nas entradas das unidades.

Na madrugada de sexta-feira, um tiro de fuzil atingiu o centro cirúrgico do Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte da capital. A unidade é administrada pelo Ministério da Saúde.

"O que aconteceu em Bonsucesso é mais um evento que só ratifica essa necessidade", disse Berro à Reuters.

O tiro de fuzil não deixou feridos, mas assustou médicos e pacientes da unidade hospitalar.

"Aqui é muito perigoso. Muitos médicos se recusam a dar plantão de madrugada e ficam com medo de ir e de sair do hospital. Muitas vezes, as grades da entrada são fechadas para tentar evitar a entrada de bandidos. Alguns assaltos já aconteceram no estacionamento", disse uma médica que trabalhou no HGB, mas deixou a sua função em razão do perigo e da violência.

O hospital fica em uma área violenta da cidade e próximo ao complexo de favelas do Alemão.

A maioria dos hospitais federais localizados no Rio fica na zona norte da cidade, perto de morros e favelas da capital fluminense.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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