Hospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na Itália

Pai de Eluana Englaro não encontra um hospital que se ofereça a completar a sentença da Corte Suprema

Efe

10 Dezembro 2008 | 18h27

Giuseppe Englaro, pai de Eluana, uma italiana que vive em estado vegetativo há quase 17 anos à qual a Corte Suprema autorizou suprimir a alimentação assistida que a mantém viva, não encontra um hospital que se ofereça a desligar a sonda e completar assim com a sentença.   Veja também: Documentário sobre eutanásia causa polêmica na Inglaterra Corte européia rejeita protestos contra eutanásia de italiana Tribunal de Estrasburgo receberá recurso contra eutanásia Eutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália Mulher italiana em coma deixará de receber alimento   Assim explica nesta quarta-feira, 10, o jornal Corriere della Sera, informando que um mês após a sentença, Englaro ainda procura uma clínica privada ou pública que desligue a sonda que mantém viva a sua filha, como pedira à Justiça em uma batalha que durou dez anos.   Segundo o jornal, Roberto Formigoni presidente da região da Lombardia, no norte do país, "vetou" os centros médicos de acolher Eluana, de 38 anos, que ainda permanece na clínica Talamoni em Lecco, perto de Milão.   Giuseppe também não poderá cumprir seu desejo de que a filha morra em Udine, terra natal da família, para poder enterrá-la junto a seu avô paterno.   O presidente do Colégio de Médicos de Udine, Luigi Conte, já declarou ter recebido muitas ligações de colegas dizendo que se negariam a interromper a alimentação e a hidratação a Eluana.   Segundo disse a advogada da família Englaro, Franca Alessio, ao "Corriere della Sera", "há muita gente que se intrometeu para evitar que cumpra uma sentença da Corte Suprema e que Eluana e sua família descansem em paz".   Eluana Englaro está em estado vegetativo irreversível desde que teve um acidente de trânsito em 1992. Seu pai começou uma longa batalha judicial até que em 13 de novembro a Corte Suprema italiana confirmou a decisão da Audiência Provincial de Milão que meses antes autorizara a retirada da sonda.

Mais conteúdo sobre:
eutanásia Eluana Englaro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.