Hospital das Clínicas de SP nega contaminação em laboratório

Segundo o hospital, os serviços de coletas de exames foram suspensos para 'manter a qualidade' do serviço

Paulo R. Zulino, da AE, e Fabiane leite, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2008 | 13h58

O Hospital das Clínicas de São Paulo divulgou uma nota, nesta quinta-feira, 14, em que nega ter havido contaminação no Laboratório Central ou em qualquer outra unidade da instituição.     Segundo o hospital, os serviços de coletas de exames foram suspensos por dois dias não por causa de problemas de contaminação mas "para manter a qualidade do serviço prestado". O comunicado destaca ainda que "em nenhum momento os pacientes sofreram qualquer risco e/ou dificuldade de atendimento."     A nota foi divulgada em resposta a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual funcionários da instituição alegaram que, após o incêndio no ambulatório, em dezembro, o sistema de ventilação ficou comprometido, o que elevou a temperatura e teria propiciado a proliferação de bactérias e fungos no laboratório. No comunicado, o HC informa que o ar-condicionado foi religado nesta quinta.   A contaminação descrita na reportagem foi confirmada em entrevista gravada pelo diretor da divisão de Laboratórios do HC, Marcelo Burattini. Segundo ele, houve contaminação de placas usadas para análises de microrganismos, equipamentos de esterilização e de outras áreas do laboratório.    Não havia como continuar parte das análises, explicou, porque insumos utilizados, como as placas, estavam contaminados e não tinham chegado ainda encomendas feitas pelo setor.   Também informes internos do HC, obtidos pela reportagem, confirmam que havia condições inadequadas de biossegurança no laboratório de microbiologia.   Na reportagem, Burattini também negou que exames já realizados tenham sido prejudicados pela contaminação.   Ampliada com mais informações às 17h29

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