Hospital de Minas registra suspeita de doença da vaca louca

Paciente está internado desde janeiro em hospital privado de Belo Horizonte e ainda faltam exames para concluir diagnóstico

ALINE RESKALLA , BELO HORIZONTE , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2012 | 03h05

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais acompanha o caso de um paciente internado no hospital particular Madre Teresa, em Belo Horizonte, que apresenta sintomas parecidos com os da versão humana da síndrome da vaca louca. O secretário Antônio Jorge de Souza disse que o governo ficou sabendo do caso na segunda-feira. O paciente, um homem de 63 anos, está internado desde janeiro.

"Por vir de um hospital particular, a informação chega com um certo atraso", disse Souza. Segundo ele, assim que a secretaria foi informada sobre o caso, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), entidade ligada ao governo de Minas, recolheu material para um diagnóstico.

"Apesar de os sintomas serem parecidos com a versão humana da doença, ao que tudo indica é uma febre causada por outro tipo de príon. Mesmo assim, estamos bastante atentos. Acredito que possamos ter um resultado ainda nesta semana", afirmou.

Príon é um agente infeccioso composto de proteínas anormais. Eles são responsáveis pelas encefalopatias espongiformes, entre elas a chamada síndrome da vaca louca, que podem ser transmitidas entre mamíferos. Quando o organismo é contaminado por esses príons, ocorre uma infecção generalizada do cérebro decorrente da multiplicação da infecção em outras partes do organismo. Em humanos, a doença recebe o nome de Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD). Não tem cura e é fatal.

O médico responsável pelo paciente, Rodrigo Santiago Gomez, divulgou uma nota na qual informa estar sob sua responsabilidade "um possível portador de doença priônica". O médico informa ainda que "o diagnóstico não foi confirmado pelo estudo de anatomia patológica (biópsia cerebral), e que a "família solicita que a condição clínica e a identidade do paciente sejam preservadas".

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