HSBC cortará 1.200 empregos na Grã-Bretanha devido à crise

O HSBC está cortando cerca de 1.200 empregos na Grã-Bretanha, afirmando que o ambiente operacional para o abatido setor bancário é "extremamente desafiador" e pode continuar assim por algum tempo.

STEVE SLATER, REUTERS

25 de março de 2009 | 14h23

A Unite, que representa os funcionários do HSBC, informou que as mudanças anunciadas nesta quarta-feira resultarão em uma perda de 2.900 vagas.

Um porta-voz do HSBC disse que 1.200 pessoas estavam sendo avisadas de que seus empregos estão em risco. Esse número não inclui posições atualmente em aberto, sobreposições e o término de contratos de funcionários terceirizados, explicou o banco.

Muitos empregados também devem ser realocados em novas posições.

A Unite acrescentou que as notícias são "um chute na boca" dos funcionários.

"O HSBC é uma instituição lucrativa e o anúncio de hoje está simplesmente usando o declínio financeiro como pretexto para fazer demissões", disse Derek Simpson, secretário-geral do Unite.

O banco informou que a maior parte dos cortes será feita nas áreas de processamento e operações, com algumas perdas nos setores de finanças, recursos humanos e tecnologia da informação.

O porta-voz disse ainda que a instituição financeira fechará um centro de operações em Leamington Spa, na região central da Inglaterra, afetando 290 empregos. Outra unidade em Newport, Wales, também fechará as portas, afetando 90 trabalhadores.

O HSBC, maior banco europeu, emprega cerca de 58 mil pessoas na Grã-Bretanha e 312 mil globalmente.

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