Húngaros fazem protesto e pressionam por renúncia de presidente

Centenas de manifestantes húngaros exigiram, no sábado, a renúncia do presidente Pal Schmitt, depois de um escândalo de plágio que pode vir a se tornar um obstáculo para o governo, no momento em que ele está tentando obter apoio financeiro de credores internacionais.

SANDOR PETO, REUTERS

31 Março 2012 | 18h17

Eles gritavam: "Paul Schmitt, arrume suas coisas" no palácio presidencial.

A manifestação aconteceu depois de uma entrevista com Schmitt na TV estatal M1, na noite de sexta-feira, onde ele resistiu aos apelos para que deixe o governo, apesar de um dia antes ter sido destituído do seu doutorado, depois de uma briga sobre plágio que durou meses.

Os partidos de oposição parlamentar - os Socialistas, o partido verde liberal LMP e de extrema direita Jobbik - mostraram uma rara união ao pedir que o presidente, de 69 anos, ex-medalhista de ouro olímpico, deixe o poder.

Pela lei húngara, Shmitt, o presidente menos popular desde o colapso do comunismo, só pode ser destituído por uma maioria de dois terços no parlamento.

Isso significa que a oposição sozinha não é capaz de derrubar o presidente, mas pode tornar a situação cada vez pior para o governo, caso decida iniciar um processo de impeachment no parlamento, disse um analista político.

"Os partidos de oposição unidos, podem fazer isso," disse o analista Zoltan Kiszelly. "Isso forçaria o governo a defender o presidente no parlamento e isso poderia acabar trazendo o escândalo para o governo como um todo."

O primeiro-ministro Viktor Orban disse que a decisão está nas mãos do presidente, cujo papel é amplamente cerimonial.

Schmitt foi líder do partido Orban, o Fidesz, antes de ser eleito presidente do parlamento e depois presidente, com o apoio do partido no poder, em 2010.

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