IBC-Br recua 0,52% em setembro, mas fecha 3o tri com alta

A economia brasileira acelerou o passo no trimestre passado, uma vez que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,15 por cento entre julho e setembro ante o período anterior, quando ele havia subido 0,6 por cento.

Reuters

14 de novembro de 2012 | 09h14

Entretanto, em setembro a atividade deu sinais de fraqueza, com o indicador caindo 0,52 por cento frente a agosto, informou o BC nesta quarta-feira. Ainda assim, o resultado veio melhor que a mediana de 22 analistas consultados pela Reuters, que mostrava queda de 0,60 por cento no período. As contas variavam de quedas de 1,20 a 0,20 por cento.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br avançou em setembro 2,39 por cento e, em 12 meses, acumula alta de 0,98 por cento, de acordo com dados dessazonalizados.

A leitura para agosto sobre julho foi revisada para uma alta de 0,95 por cento, ante avanço de 0,98 por cento divulgado anteriormente.

Analistas passaram a encarar com cautela a expectativa de uma retomada da atividade no final deste ano, após um início de 2012 fraco por conta da crise internacional. A indústria continua no topo das preocupações, depois de a produção do setor ter recuado 1 por cento em setembro, no pior resultado em oito meses.

Além disso, o setor de varejo corroborou a falta de força da atividade, com as vendas avançando apenas 0,3 por cento em setembro, a menor alta para esses meses desde 2005. E os analistas ainda preveem um crescimento pequeno das vendas no final deste ano.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, repetiu nesta semana que o crescimento econômico brasileiro voltou a avançar no segundo semestre deste ano, e terá condições de ficar acima de 4 por cento em 2013.

De acordo com relatório Focus do BC, analistas preveem que a expansão do PIB neste ano deve atingir apenas 1,54 por cento. Para 2013, a perspectiva é de expansão de 4 por cento.

Essa incerteza sobre a recuperação fez com que o mercado reduzisse a projeção para a Selic em 2013, estimando agora que a taxa básica de juros permanecerá nos atuais 7,25 por cento pelo menos até o final de 2013.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária.

(Por Camila Moreira)

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