IBGE: mulheres passam a ter menos de 2 filhos no País

A taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil) foi de 1,95 filho em 2007, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje. "Tal valor traduz o resultado de um processo intenso e acelerado de declínio da fecundidade ocorrido na sociedade brasileira nas últimas décadas", segundo os técnicos do instituto, no texto da pesquisa. Em 1997, segundo a Síntese, a taxa era de 2,54 filho. Há também comparações com outros países que mostram que, na Itália, a taxa está estabilizada em 1,38 filho, enquanto na Índia chega a 2,81 filho por mulher. A pesquisa confirma também que sobram mulheres em relação aos homens no País. A razão de sexo no Brasil foi de 95,3 homens para cada 100 mulheres em 2007 e os técnicos atribuem a diferença, principalmente, à mortalidade maior masculina. A menor diferença populacional entre os sexos no ano passado, entre as regiões metropolitanas, estava em Curitiba (95,3 homens para cada 100 mulheres, como na média nacional), enquanto a maior estava no Recife (87,8 homens para 100 mulheres). Em São Paulo, havia 91 homens para cada 100 mulheres. A pesquisa destaca, ainda, o que os técnicos avaliam como "um considerável aumento" da população de 70 anos ou mais de idade, que eram 8,9 milhões de pessoas, ou 4,7% da população total, em 2007. Em 1997, essa faixa etária correspondia a 3,6% da população total. De acordo com a Síntese, o aumento da população idosa no Brasil é conseqüência do crescimento da esperança de vida ao nascer combinado com a queda do nível geral da fecundidade. A esperança média de vida ao nascer no País era de 72,7 anos de idade em 2007, ou 3,4 anos maior do que a apurada em 1997. A Síntese de Indicadores Sociais teve a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, divulgada na semana passada, como principal fonte de informação. O objetivo do levantamento, segundo o IBGE, é "subsidiar as políticas sociais específicas e ampliar o acesso da sociedade civil às informações estatísticas oficiais".

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