Ibovespa cai 2,05% com giro de R$22,9 bi, em dia de futuros

A Bovespa fechou esta quarta-feira em baixa, pressionada pelas ações das petrolíferas OGX e Petrobras, numa sessão com o maior giro diário em 10 meses, em meio aos vencimentos de futuros.

ROBERTA VILAS BOAS, Reuters

17 de abril de 2013 | 19h01

O Ibovespa recuou 2,05 por cento, a 52.881 pontos. O volume negociado de 22,9 bilhões de reais, com o vencimento de opções sobre índice futuro, foi o maior desde junho de 2012.

Nos mercados externos o dia também foi de queda. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,94 por cento, enquanto o S&P 500 perdeu 1,43 por cento. Na Europa, o índice de ações FTSEurofirst 300 caiu 1,55 por cento.

"Teve alguns resultados corporativos nos EUA que vieram ruins. O Bank of America veio pior que o esperado, o BNY também veio um pouco abaixo. Isso tudo pesou na bolsa", disse André Perfeito, economista na Gradual Corretora.

O Bank of America encerrou o primeiro trimestre com lucro abaixo do esperado e com queda na receita, enquanto o BNY Mellon, maior banco de custódia do mundo, teve prejuízo líquido de 266 milhões de dólares.

Também pesou nos mercados as quedas nos preços de commodities, que pesaram nas ações da Petrobras, que recuou 2,99 por cento, a 17,17 reais.

A preferencial da Vale chegou a operar em baixa de mais de 3 por cento, mas conseguiu se recuperar e fechar em alta de 0,68 por cento, a 30,99 reais.

A petrolífera OGX, de Eike Batista, desabou 10,7 por cento, a 1,25 real. A empresa informou na véspera que sua produção recuou cerca de 10 por cento em março ante fevereiro por problemas operacionais.

Analistas do Credit Suisse cortaram o preço-alvo da ação, de 2,00 reais para 1,00 real, após os dados de produção.

"A última coisa que a OGX precisava neste momento era ser confrontada com problemas de funcionamento. A incerteza já era elevada sobre desempenho da produção dos poços, quantidade de óleo recuperável (...), e posição financeira do grupo do curto e longo prazo", afirmaram os analistas.

O comportamento da ação da OGX contaminou também outros papéis do grupo EBX de Eike. A LLX, de logística, caiu 10,1 por cento, seguida pela mineradora MMX, com perda de 9,5 por cento.

Entre os poucos papéis em alta, destaque para a BR Malls que subiu 2 por cento. (Por Roberta Vilas Boas)

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