Ibovespa fecha em alta pelo 4o dia seguido, por Vale e Petrobras

O principal índice de ações da Bovespa encerrou a terça-feira em alta pelo quarto dia consecutivo, impulsionado pelas ações da Vale e da Petrobras, que compensaram os efeitos de mais uma queda da OGX.

ROBERTA VILAS BOAS, Reuters

23 de abril de 2013 | 18h22

O Ibovespa subiu 1,08 por cento, a 54.884 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 10,2 bilhões de reais, impulsionado pela oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Amil, que movimentou 2,878 bilhões de reais.

"Nossa bolsa abriu devagar hoje e foi ganhando força ao longo do dia, seguindo os mercados externos", afirmou Luiz Roberto Monteiro, operador de renda variável na Renascença DTVM.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 1,05 por cento, enquanto o Standard & Poor's 500 avançou 1,04 por cento.

Os ganhos na bolsa brasileira foram influenciados principalmente pela alta de 2,21 por cento da ação preferencial da Vale, que encerrou a 31,87 reais, e de 2,18 por cento na preferencial da Petrobras, cotada a 19,18 reais.

A ação da Vale chegou a operar em baixa pela manhã, pressionada por indicadores abaixo do esperado da atividade da indústria na China, mas, segundo Monteiro, melhorou o comportamento com a alta nos mercados externos.

Já a ação da Petrobras operou em alta durante todo o dia e ampliou os ganhos no período da tarde, quando o governo anunciou pacote de medidas para a indústria de etanol, com a redução de tributos e o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina. As medidas de incentivo a produção do biocombustível podem reduzir a necessidade da estatal de importar gasolina.

Mas foram as ações do setor sucroalcooleiro que mais se beneficiaram do anúncio neste pregão. Cosan subiu 3,2 por cento, enquanto a São Martinho, que não faz parte do Ibovespa, ganhou 4,14 por cento.

O governo também anunciou medidas de incentivo ao setor químico, com redução da alíquota de PIS/Cofins incidente sobre as matérias-primas, o que impulsionou as ações da Braskem a uma alta de 8,3 por cento.

Entre as ações em baixa, destaque para as empresas do grupo EBX, de Eike Batista, que registraram as maiores quedas do Ibovespa. A mineradora MMX recuou 4,81 por cento, enquanto a petrolífera OGX perdeu 4,35 por cento e a empresa de logística LLX teve queda de 3,55 por cento.

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