Ibovespa fecha em leve alta, destoando dos mercados externos

O principal índice acionário da Bovespa encerrou a segunda-feira em leve alta, na contramão dos mercados externos, ajudado por um avanço das ações do Itaú Unibanco e por movimentos pontuais de correção.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

18 de março de 2013 | 18h27

O Ibovespa subiu 0,18 por cento, a 56.972 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 9,43 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou 3,24 bilhões de reais.

As ações preferenciais do Itaú Unibanco subiram 1,26 por cento, a 36,03 reais, sendo a principal contribuição positiva para o índice.

Analistas do Credit Suisse elevaram a recomendação e preço-alvo para o banco privado, para "outperform" (desempenho acima da média do mercado), a 44,00 reais por ação.

A preferencial da siderúrgica Usiminas subiu 3,45 por cento, a 10,49 reais, corrigindo apenas parte do tombo de 5,23 por cento registrado na última sexta-feira.

Em sentido oposto, os papéis da JBS, maior produtor mundial de carnes, foram a principal pressão de baixa para o Ibovespa, com queda de 4,99 por cento. As elétricas também se destacaram no campo negativo.

"O mercado estava travado por causa do vencimento", disse o operador Rudimar José Junior Filho, da Banrisul Corretora, citando movimentos de ajuste após o Ibovespa ter acumulado queda de 2,7 por cento na semana passada.

Dentre as blue chips, a preferencial da mineradora Vale subiu 0,33 por cento e a da estatal Petrobras teve alta de 0,58 por cento. Já OGX recuou 0,8 por cento.

Apesar do ajuste em alguns papéis, o operador da Banrisul destacou que "a bolsa ainda está sem rumo, ainda existe bastante tensão no mercado."

No pior momento do dia, o Ibovespa caiu 1,28 por cento, diante do cenário de maior aversão ao risco no exterior.

A proposta de resgate do Chipre feita pela zona do euro no fim de semana pesava nos mercados, ao atrelar a liberação de uma ajuda de 10 bilhões de euros à cobrança de uma taxa sobre os depósitos bancários no país.

A notícia abalou a confiança dos agentes, que citavam temores de que a medida poderia ser um precedente para novos pacotes de resgate. Os parlamentares da ilha votarão a proposta na terça-feira.

Na Europa, as bolsas de Madrid e Lisboa foram as mais afetadas pelas preocupações com Chipre, fechando em queda de 1,29 e 1,26 por cento, respectivamente.

Wall Street também fechou no vermelho, com o referencial S&P 500 perdendo 0,55 por cento e o Dow Jones recuando 0,43 por cento.

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