IC não acha causa de faísca na explosão de mina em SC

O Instituto de Criminalística de Santa Catarina entregará hoje ao Ministério Público do Trabalho e à polícia laudo sobre a explosão que matou dois operários na mina Novo Horizonte, em Lauro Müller (SC). A perícia não encontrou o instrumento que provocou faísca, causando a explosão diante do acúmulo de gás natural nesse ponto da mina. Foram feitas buscas em um raio de 40 metros do local sem detectar nenhum ponto de faísca, como isqueiro ou fósforo.O perito André de Farias, um dos quatro que participaram do trabalho, explicou que o acúmulo de gás natural - que contém metano - é comum em todas as minas de carvão. O local da explosão não estava sendo lavrado, recordou Farias, de acordo com informações de funcionários e representantes da mina. Por causa do acúmulo natural de gás, as minas operam com um sistema de ventilação nas áreas em uso e isolam as demais com lonas. Com a explosão, houve um forte deslocamento de ar e fuligem. O acidente ocorreu no dia 5 de maio. No momento da explosão, 27 funcionários trabalhavam no local.

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