Idade do líder católico impõe agenda curta

A visita do papa Bento XVI à América Latina será curta e de poucos compromissos, por causa da idade e da saúde do alemão Joseph Ratzinger, que completará 85 anos no dia 16 de abril.

O Estado de S.Paulo

25 Março 2012 | 03h07

Ele desembarcou às 16h30 de anteontem (19h30 em Brasília), no Aeroporto Internacional de Guanajuato, e segue para Cuba amanhã. No México, o programa se concentra na cidade de León, de cerca de 1,5 milhão de habitantes, situada a 326 quilômetros da Cidade do México.

Em Guanajuato, a 76 quilômetros de León, estava previsto, para o início da noite de ontem, uma visita de cortesia, de aproximadamente 30 minutos, ao presidente mexicano Felipe Calderón, na Casa do Conde Rul, uma das mais belas construções coloniais da região. Em seguida, Bento XVI se dirigiria às crianças, na Praça da Paz de Guanajuato.

A principal celebração da visita está marcada para as 10 horas de hoje, no Parque do Bicentenário de León, onde o papa fará uma homilia para uma multidão prevista de 600 mil pessoas. O governo mobilizará 5,7 mil homens para a proteção de Bento XVI. Apesar de essa ser uma das cidades mais tranquilas do México, a preocupação com a segurança é grande. Depois da missa, o papa recitará o Angelus Domini (saudação do arcanjo Gabriel à Virgem Maria, na anunciação).

Às 18 horas, Bento XVI celebrará as Vésperas (horas do Ofício Divino no fim da tarde) com os bispos do México e da América Latina, na Catedral da Mãe Santíssima da Luz de León. A tônica do encontro será a evangelização do continente, tema da Conferência de Aparecida, em maio de 2007. Será uma oportunidade para, dirigindo-se ao episcopado, lembrar os compromissos da Igreja na América Latina, falando do México, país onde os católicos representam 83,9% da população. O cardeal-arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, participará do encontro.

"Apesar de 93% da população do país ser batizada, a violência, o narcotráfico, os sequestros, as extorsões, a corrupção, os roubos e a insegurança mostram que muitos cristãos não são coerentes com a nossa fé", advertiu o bispo de San Cristóbal de las Casas, d. Felipe Arismendi Esquivel. / J.M.M.

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