Ideli descarta preocupação com ida de Pagot ao Congresso

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta segunda-feira que o Executivo não está preocupado com o depoimento do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, no Congresso.

REUTERS

11 de julho de 2011 | 18h02

Pagot deve ser exonerado do cargo quando retornar das férias. Ele foi acusado, em reportagem da revista Veja, de participar de um esquema de pagamento de propinas em contratos da área de transportes e beneficiar o seu partido, o PR.

O comparecimento ao Congresso de Pagot, que é afilhado político do senador Blairo Maggi (PR-MT), marcado para terça-feira, é considerado por parlamentares da base aliada como "explosivo", porque pode comprometer outros membros do governo.

"Medo de quê? O Pagot cumpria suas responsabilidades e irá falar de acordo com sua consciência e, então, para nós não há qualquer tipo de preocupação", disse a jornalistas.

Na avaliação de Ideli, não há risco de o diretor-geral do Dnit envolver outros membros do governo nas denúncias.

A ministra defendeu a atuação do ministro do Planejamento no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo, que hoje ocupa a pasta das Comunicações, em relação aos contratos de obras acertadas pelo Dnit.

"O Planejamento define as grandes diretrizes de Orçamento, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e nunca entra no detalhe do que cada ministério vai executar em termos de obra", afirmou.

Durante a reunião de coordenação política desta segunda, a presidente relatou aos demais ministros as providências que tomou em relação às investigações na área de transportes.

E, segundo a ministra, ela decidirá nos próximos dias quem será o futuro ministro dos Transportes.

"Essa é uma decisão única e exclusiva da presidenta, ela não antecipou qualquer tipo de informação e estará obviamente nos próximos dias deliberando sobre o assunto", comentou ao ser questionada se a pasta continuaria sob o comando do PR.

Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, a presidente não tem demonstrado pressa para escolher um sucessor definitivo no ministério, porque o interino, Paulo Sérgio Passos, tem experiência para se manter no comando da pasta até que seja escolhido um novo ministro. Dilma inclusive nutre simpatia pela ideia de efetivá-lo.

(Reportagem Jeferson Ribeiro)

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