Identificação de autores de tortura é inconclusiva

Vítima de um espancamento na favela da Vila Cruzeiro, Tiago Castelo Branco, de 22 anos, apontou dois soldados da Força de Pacificação do Complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro), como possíveis suspeitos da agressão. O jovem, que teve um braço quebrado e escoriações pelo corpo, acusa oito oficiais da tropa de o terem amarrado e torturado com choques e sprays de pimenta na madrugada do último sábado.

ANTONIO PITA, Agência Estado

14 Março 2012 | 20h30

A namorada da vítima, de 16 anos, também indicou outros dois militares como possíveis suspeitos. Ela teria testemunhado o momento da abordagem dos soldados. "Não tenho 100% de certeza, mas acho que os depoimentos e a investigação vão ajudar na identificação", disse Tiago.

O delegado José Pedro da Silva, responsável pelo caso, considerou que o reconhecimento não foi conclusivo em função das dúvidas demonstradas pelo casal. Ainda assim, os quatro militares prestaram depoimento no fim da tarde de hoje. Na próxima quarta-feira, outros 15 oficiais que patrulhavam a favela na noite da agressão também serão submetidos à identificação.

Mais conteúdo sobre:
tortura polícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.