Associated Press
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Iemenita diz que seu Nobel da Paz é vitória da Primavera Árabe

Tawakul Karman chegou a ser detida duarnte manifestações no Iêmen

AHMED JADALLAH, REUTERS

07 de outubro de 2011 | 09h26

SANAA - A ativista iemenita Tawakul Karman, uma das ganhadoras do Nobel da Paz de 2011, disse nesta sexta-feira que o prêmio é uma vitória para o Iêmen e para todas as revoluções da Primavera Árabe, e uma mensagem de que a era das ditaduras árabes terminou.

 

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Karman, que chegou a ser detida durante a atual onda de protestos contra o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, disse à Reuters que a revolução pacífica para derrubá-lo continuará.

"Esta é uma vitória para o povo iemenita, para a revolução iemenita e todas as revoluções árabes. Esta é uma mensagem de que a era das ditaduras terminou. Esta é uma mensagem a este regime e a todos os regimes despóticos de que nenhuma voz pode sufocar a voz da liberdade e da dignidade", disse Karman, 32 anos, mãe de três filhos.

"Esta é uma vitória para a Primavera Árabe na Tunísia, no Egito, na Líbia, na Síria e no Iêmen. Nossa revolução pacífica vai continuar até derrubarmos Saleh e estabelecermos um Estado civil."

Tawakul é uma figura central entre os jovens ativistas dede o início do acampamento deles, em fevereiro, em um espaço urbano apelidado de "Praça da Mudança", no centro de Sanaa, exigindo o fim das três décadas do regime de Saleh. Ela muitas vezes aparece falando na TV árabe em nome dos ativistas.

A premiação foi recebida com euforia pelos manifestantes acampados. "O Iêmen entrará para a história graças a Tawakul Karman. Ela merece o prêmio. Ela continuou lutando pela liberdade do seu povo", disse Abdulbari Taher, um dos líderes do protesto.

Um funcionário do governo também cumprimentou Karman pelo prêmio, dizendo esperar que ele contribua com a solução da crise no país.

"Estou muito feliz com a notícia de que ela ganhou o Nobel da Paz, e é algo de que todos os iemenitas podem se orgulhar", disse o vice-ministro da Informação, Abdu al Janadi. "Espero que o prêmio possa ser um passo na direção da racionalidade."

Karman disse que dedica o prêmio "ao povo iemenita e à juventude da Primavera Árabe, e ao mundo árabe e a cada mártir que morreu pela liberdade."

Os iemenitas se rebelaram contra Saleh no rastro da chamada Primavera Árabe, que desde o início do ano já levou à derrubada de governos autoritários na Tunísia, no Egito e na Líbia. A monarquia do Bahrein reprimiu em março um movimento pró-democracia, e ativistas da Síria e do Iêmen há meses mantêm seus protestos contra os respectivos governos.

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