IGP-M sobe menos que o esperado, em 1,06%

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou, mas menos que o esperado, pressionada por aumentos de custos no atacado e na construção civil, devido, respectivamente, ao reajuste do minério de ferro e a dissídios salariais.

REUTERS

18 de junho de 2010 | 09h20

O indicador subiu 1,06 por cento na segunda prévia de junho, após alta de 0,95 por cento em igual período de maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam uma taxa de 1,55 por cento, segundo a mediana de 10 previsões que oscilaram de 1,29 a 1,85 por cento.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 1,37 por cento na segunda leitura de junho, contra 1,19 por cento na de maio.

O IPA agrícola caiu 0,24 por cento, após alta anterior de 0,80 por cento, enquanto o IPA industrial acelerou o avanço para 1,88 por cento, ante 1,32 por cento na segunda prévia de maio.

A maior alta individual de preços foi do minério de ferro, que foi reajustado recentemente, com elevação de 32,61 por cento agora, ante 27,16 por cento antes. Seguiram farelo de soja, soja em grão, milho em grão e leite in natura.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 2,09 por cento na segunda prévia de junho, acima da alta de 0,66 por cento na segunda de maio.

Reajustes salariais elevaram o componente Mão de obra em 3,21 por cento nesta leitura, contra 0,81 por cento na anterior.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu em 0,20 por cento na segunda leitura deste mês, seguindo a alta de 0,45 por cento na segunda prévia de maio.

Os preços do grupo Alimentação recuaram 1,49 por cento, contra alta anterior de 0,56 por cento. Os de Saúde e cuidados pessoais desaceleraram a alta pela metade, para 0,45 por cento. Já os custos de Vestuário avançaram mais, em 1,09 por cento.

As principais quedas de preços de itens individuais no varejo foram de batata-inglesa, tomate, açúcar refinado, leite longa vida e álcool combustível.

No ano, o IGP-M acumula avanço de 5,90 por cento e nos últimos 12 meses, de 5,39 por cento.

O IGP-M da segunda prévia mediu os preços de 21 de maio a 10 de junho.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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