Igreja desautoriza reitor da PUC sobre compra de imóvel

A Arquidiocese de São Paulo informou ontem que a Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), não tem interesse em comprar o imóvel que abrigou o Hospital Umberto Primo - antigo Hospital Matarazzo - e que o reitor da instituição, professor Dirceu de Mello, não tem autonomia para fazer nenhum negócio, nem mesmo assinar um contrato de locação, sem sua autorização.

AE, Agência Estado

10 de junho de 2010 | 10h27

Qualquer decisão a ser tomada pelo reitor dependeria da assinatura de dois secretários executivos e procuradores da Fundação São Paulo - os padres João Julio Farias Junior e José Rodolfo Perazzolo. Além disso, o contrato teria de ser aprovado pelo Conselho Superior da Fundação São Paulo, integrado pelo seu presidente, o cardeal arcebispo d. Odilo Pedro Scherer, e por seus bispos auxiliares, depois de ouvidos os Conselhos Administrativo, Universitário e Fiscal da PUC-SP.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese, nem o cardeal nem os secretários executivos da Fundação sabiam que o reitor estava em negociações para eventual ocupação do terreno do Hospital Umberto Primo até 2 de junho, quando o jornal O Estado de S. Paulo publicou a notícia. Os contatos com a Previ, continuados depois por um grupo envolvido na suposta compra do imóvel, começaram em abril de 2009, conforme informou o reitor. Em entrevista na segunda-feira, Mello revelou que um grupo, cujo nome não forneceu, havia comprado o imóvel e proposto à Universidade a cessão, por venda ou aluguel, de parte da área.

Desmentido - A Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) nega que o terreno tenha sido vendido a um grupo de investidores, desmentindo assim informações do reitor. Em 2 de junho, a Arquidiocese informou em nota que o imóvel havia sido vendido (pela Previ) a uma "entidade até agora sem vinculação com a Fundação São Paulo" e o reitor da PUC desenvolvera "com a entidade que adquiriu o imóvel tratativas para integrar a Universidade, em atividades a serem implementadas no local, com vistas à expansão de seus cursos, em projetos que vão ao encontro do que a comunidade local vê como útil à preservação do significado social do imóvel". Ontem, Mello não quis comentar o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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